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João Bird

Trajetória & Essência

Foto de João Bird
Assinatura João Bird

O amor pelas madeiras, cultivado desde cedo em meio a referências familiares ligadas à marcenaria e à estética, guiou anos do aprendizado de João na arte e na arquitetura.

Sua base técnica passou pela carpintaria náutica nos estaleiros do sul da Bahia e enriqueceu-se com a vivência junto aos Compagnons des Charpentiers de France, moldando a maestria que definiria toda a sua trajetória.

Antes de mergulhar na floresta, sua visão foi apurada por vivências inesquecíveis. A compreensão sobre a essência do Brasil foi sendo desenvolvida em conversas profundas com Tom Jobim, embaladas por uma paixão que os unia: os pássaros. Essa troca sobre o país foi tão marcante que o maestro lhe presenteou com o primeiro exemplar do disco Terra Brasilis — a cópia inédita enviada pela Warner de Nova York para que ele fizesse a revisão dos textos —, guardando ali uma belíssima dedicatória a João. O aprendizado veio também da simplicidade de ser recebido por Lúcio Costa em seu apartamento no Leblon, onde recebeu preciosos ensinamentos sobre concepção e significado. E de um encontro inesperado: durante uma de suas habituais estadias no Hotel do Pierre, na Ilha de Itacuruçá, Oscar Niemeyer caminhava pela orla quando se deparou com a Casa da Ilha e se encantou. O mestre parou para admirar aquele que era o primeiro trabalho de João, fazendo questão de elogiar a leveza que aquela construção, que apesar de ser de madeira, transmitia.

Essa bagagem ganhou uma nova dimensão durante os 10 anos de imersão na Amazônia. A profunda vivência na floresta foi marcada pelo convívio transformador com diversas etnias indígenas — como os Mura, os Parintintins e os Saterés, além dos Makuna, Tucanos e Aruaks no Alto Rio Negro, e os Hixkaryanos no Alto Nhamundá —, inspirando a criação dos bancos Canoa e Panda. Esse mergulho ganhou novos contornos no Alto Solimões, onde o aprendizado compartilhado com a Cooperativa das Índias Tikunas resultou no design das luminárias Kuna. Inspirado por esse incrível bioma, desenvolveu com a Precious Woods a primeira casa pré-fabricada do mundo a utilizar madeira certificada pelo FSC. Através desse trabalho, o Brasil conquistou um marco histórico, alcançando esse feito inédito em uma disputa global com países como Finlândia e Suécia, e provando que a inovação arquitetônica pode e deve coexistir em perfeita harmonia com a preservação ambiental.

De volta ao Rio de Janeiro, continuou a desenvolver esse olhar em criações expressivas, como as cadeiras do Teatro Tom Jobim, batizadas com o nome do maestro, e a singular Casa do Mastro, erguida em Búzios com madeiras recuperadas de um antigo saveiro do Maranhão.

Sua constante busca pelo design consciente rendeu o reconhecimento nacional com o Prêmio Planeta Casa por seu mobiliário sustentável infantil.

A maestria com a madeira também lhe rendeu o convite, através do Laboratório de Madeiras e Estruturas de Madeira da Universidade de São Carlos, para a Bienal Internacional de Arquitetura no Ibirapuera, São Paulo. O evento marcou um momento especial de consagração: seu espaço foi eleito pelos alunos das escolas de arquitetura do estado de São Paulo como um dos cinco melhores estandes da mostra, dividindo essa mesma honraria com o mestre do design brasileiro, Sérgio Rodrigues.

É do encontro entre técnica, ancestralidade e contemporaneidade que nasce a essência da Bird Green Design.

Hoje, a influência de João Bird e da Bird Green Desing é global: suas peças exclusivas e projetos conceituais estão presentes em coleções particulares e espaços de prestígio ao redor do mundo, consolidando seu reconhecimento internacional no design com alma brasileira.

Imersão 1

Yellow Tom. Designmuseum Danmark.

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Rio de Janeiro

+55 21 97077-4095
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