A criação se manifesta em diferentes escalas — seja na volumetria de uma residência, na linha desenhada de uma escada, na presença de um móvel, na poesia de uma luminária, na delicadeza de um objeto ou no aconchego do mobiliário kids.
A expressão estética está diretamente ligada à responsabilidade. Por isso, unimos a arte ao rigor, à excelência técnica e à biofilia, onde a sustentabilidade e a agenda ESG habitam a matéria com a naturalidade da própria arte.
Arquitetura viva guiada pela biofilia e pela sustentabilidade. A história é resgatada através de madeiras de reuso de demolições centenárias e também fruto de manejo florestal, dando nova alma a cada espaço. Criamos refúgios que respiram, integrando luxo e natureza em cada detalhe.
O design se desprende de excessos, unindo a rigidez do metal à alma da madeira. Aqui, a engenharia encontra a sua essência para criar algo que vai contra a gravidade: degraus que flutuam e corrimãos que se desenham no espaço como um traço único e contínuo.
A luz que envolve um ambiente carrega, silenciosamente, o pulsar de quem a cria. As luminárias nascem de um encontro profundo: da sabedoria ancestral dos povos Tikuna, no coração da Amazônia, ao talento das mãos que ressignificam a matéria. Cada peça é um entrelaçado de fibras vegetais e propósito, onde a luz não apenas ilumina, mas revela a dignidade de uma cultura viva.
Aqui as formas, o design encontram a responsabilidade ambiental, a marcenaria tradicional, selo FSC, e o High - End Sustainable Artistry
Espaços e móveis pensados para estimular a criatividade e o desenvolvimento infantil, unindo materiais naturais, ergonomia e a ludicidade que cada criança merece em seu ambiente.
Trajetória & Essência
O amor pelas madeiras, cultivado desde cedo em meio a referências familiares ligadas à marcenaria e à estética, guiou anos do aprendizado de João na arte e na arquitetura.
Sua base técnica passou pela carpintaria náutica nos estaleiros do sul da Bahia e enriqueceu-se com a vivência junto aos Compagnons des Charpentiers de France, moldando a maestria que definiria toda a sua trajetória.
Mestre Pedro Damião, com quem João teve o privilégio e o prazer do aprendizado.
Antes de mergulhar na floresta, sua visão foi apurada por vivências inesquecíveis. A compreensão sobre a essência do Brasil foi sendo desenvolvida em conversas profundas com Tom Jobim, embaladas por uma paixão que os unia: os pássaros. Essa troca sobre o país foi tão marcante que o maestro lhe presenteou com o primeiro exemplar do disco Terra Brasilis — a cópia inédita enviada pela Warner de Nova York para que ele fizesse a revisão dos textos —, guardando ali uma belíssima dedicatória a João. O aprendizado veio também da simplicidade de ser recebido por Lúcio Costa em seu apartamento no Leblon, onde recebeu preciosos ensinamentos sobre concepção e significado. E de um encontro inesperado: durante uma de suas habituais estadias no Hotel do Pierre, na Ilha de Itacuruçá, Oscar Niemeyer caminhava pela orla quando se deparou com a Casa da Ilha e se encantou. O mestre parou para admirar aquele que era o primeiro trabalho de João, fazendo questão de elogiar a leveza que aquela construção, que apesar de ser de madeira, transmitia.
Essa bagagem ganhou uma nova dimensão durante os 10 anos de imersão na Amazônia. A profunda vivência na floresta foi marcada pelo convívio transformador com diversas etnias indígenas — como os Mura, os Parintintins e os Saterés, além dos Makuna, Tucanos e Aruaks no Alto Rio Negro, e os Hixkaryanos no Alto Nhamundá —, inspirando a criação dos bancos Canoa e Panda. Esse mergulho ganhou novos contornos no Alto Solimões, onde o aprendizado compartilhado com a Cooperativa das Índias Tikunas resultou no design das luminárias Kuna. Inspirado por esse incrível bioma, desenvolveu com a Precious Woods a primeira casa pré-fabricada do mundo a utilizar madeira certificada pelo FSC. Através desse trabalho, o Brasil conquistou um marco histórico, alcançando esse feito inédito em uma disputa global com países como Finlândia e Suécia, e provando que a inovação arquitetônica pode e deve coexistir em perfeita harmonia com a preservação ambiental.
Cooperativa das Índias Tikunas do Alto Solimões AM
Lumi Kunaun
De volta ao Rio de Janeiro, continuou a desenvolver esse olhar em criações expressivas, como as cadeiras do Teatro Tom Jobim, batizadas com o nome do maestro, e a singular Casa do Mastro, erguida em Búzios com madeiras recuperadas de um antigo saveiro do Maranhão.
Sua constante busca pelo design consciente rendeu o reconhecimento nacional com o Prêmio Planeta Casa por seu mobiliário sustentável infantil.
A maestria com a madeira também lhe rendeu o convite, através do Laboratório de Madeiras e Estruturas de Madeira da Universidade de São Carlos, para a Bienal Internacional de Arquitetura no Ibirapuera, São Paulo. O evento marcou um momento especial de consagração: seu espaço foi eleito pelos alunos das escolas de arquitetura do estado de São Paulo como um dos cinco melhores estandes da mostra, dividindo essa mesma honraria com o mestre do design brasileiro, Sérgio Rodrigues.
Caminhão do projeto criado por João na Amazônia.
Fabricação do Banco Canoa.
É do encontro entre técnica, ancestralidade e contemporaneidade que nasce a essência da Bird Green Design.
Hoje, a influência de João Bird e da Bird Green Desing é global: suas peças exclusivas e projetos conceituais estão presentes em coleções particulares e espaços de prestígio ao redor do mundo, consolidando seu reconhecimento internacional no design com alma brasileira.
Yellow Tom. Designmuseum Danmark.
Rio de Janeiro
+55 21 97077-4095